A luta de um Sindicato é, em primeiro lugar, para conquistar direitos para a base de trabalhadores representada. Mas e quando esse conjunto de trabalhadores também engloba pessoas com deficiência, que necessitam de uma atenção ainda maior na luta por direitos e conquistas?

Foi com este pensamento que o Sindalesp promoveu, no dia 28 de agosto, o Mês de Formação Sindical e Cultural 2025. Para abordar temas que impactam diariamente nas vidas dos servidores que possuem alguma deficiência, o time de palestrantes foi composto pelo Secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Doutor Marcos da Costa; pelo Doutor Josemar Araújo, professor universitário, advogado, escritor e militante dos direitos da pessoa com deficiência; pelo escritor literário Moreira de Acopiara; e também tivemos uma mensagem especial da senadora Mara Gabrilli.

O Professor Dr. Josemar Araújo abordou com profundidade os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência no mercado de trabalho, destacando as barreiras estruturais, culturais e institucionais que ainda limitam o acesso pleno a oportunidades profissionais.

Ele enfatizou que, apesar das legislações existentes, muitas empresas ainda resistem à inclusão efetiva, seja por falta de preparo, preconceito ou desconhecimento. Josemar também trouxe exemplos concretos de como a acessibilidade vai além da infraestrutura física — ela precisa estar presente nas atitudes, na comunicação e na cultura organizacional.

Outro ponto forte da fala foi a importância da atuação sindical como ferramenta de transformação. Dr. Josemar defendeu que os sindicatos devem ser protagonistas na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, promovendo pautas inclusivas e pressionando por políticas públicas mais eficazes. Ele ressaltou que a representatividade dentro das entidades sindicais é essencial para que essas demandas não fiquem à margem. A palestra foi um chamado à ação: para que a inclusão não seja apenas discurso, mas prática cotidiana, construída com empatia, escuta e compromisso coletivo.

Já o Dr. Marcos da Costa teve uma fala destacando o papel do Estado na promoção dos direitos das pessoas com deficiência, reforçando que a inclusão não pode ser apenas uma diretriz política, mas uma prática efetiva em todas as esferas públicas e privadas.

Ele mencionou também iniciativas do governo estadual voltadas à acessibilidade, empregabilidade e educação inclusiva, ressaltando que o avanço dessas políticas depende de articulação entre poder público, sociedade civil e setor produtivo. A fala teve um tom firme e otimista, com ênfase na necessidade de transformar boas intenções em ações concretas.

Desafios e caminhos para o futuro
O secretário também abordou os desafios persistentes, como o preconceito estrutural, a falta de preparo técnico em instituições e a escassez de oportunidades reais para pessoas com deficiência. Ele defendeu que a luta por direitos deve ser contínua e estratégica, com participação ativa das próprias pessoas com deficiência na formulação de políticas.

Ao final, Dr. Marcos da Costa fez um chamado à empatia e à responsabilidade coletiva, lembrando que a inclusão é um valor que fortalece toda a sociedade — e não apenas um grupo específico.

Fotos
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Íntegra
Assista no player abaixo ao evento completo, gravado e transmitido pela Rede Alesp.

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