Sindicalismo de negociação e conquistas
Conquistas para a categoria e para toda a sociedade
O ano de 2024 se destacou pela eficiência do novo modelo de negociação sindical implementado pelo Sindicato: busca do “diálogo qualificado” e manutenção das “portas abertas”. Esses comportamentos impulsionaram o Sindalesp a um sindicalismo de negociação capaz de oferecer conquistas com impacto real e positivo à categoria, tanto servidores da ativa quanto aposentados.
Em poucas palavras, em nosso entender, o “diálogo qualificado” significa o preparo técnico do dirigente sindical, a escuta ativa da categoria e a construção de pontes diplomáticas que a diretoria criou ao longo deste período. As “portas abertas” referem-se à capacidade de estabelecer confiança entre as partes negociadoras para sempre poder negociar, ouvir, falar, interagir politicamente e ser recebido respeitosamente para renovar o diálogo.
Ressalta-se que o êxito em uma negociação coletiva complexa como a que envolve servidores da segunda maior Casa Legislativa do país certamente decorre de uma concorrência de fatores e pré-disposição de todas as partes da negociação, sem a qual não é possível avanço.
Nesse sentido, há que se reconhecer a disposição ao diálogo por parte da Mesa Diretora, a qual sempre esteve aberta a dialogar com o Sindalesp sobre os itens reivindicados, buscando equilibrá-los com o interesse da Administração na melhoria do serviço público, mediante a qualificação do servidor e o incentivo e reconhecimento, inclusive financeiro, condicionado à contrapartida de seu desempenho e aprimoramento.
Queremos apresentar à categoria algumas conquistas fruto desta nova abordagem, bem como a atual visão estratégica de tornar nossa Instituição uma entidade mais próxima da categoria, mais acolhedora e mais atenta àquilo que se espera de um sindicato moderno. Prova disso é nossa participação na Filantropia dos Servidores, Formação Sindical, Semana da Saúde, Semana de Talentos, Copa Alesp, bem como os grandes sucessos da Festa Junina e da FestAlesp.
Para continuarmos avançando em 2025, precisamos compreender um pouco sobre o modelo sindical brasileiro, que se forja na fraternidade geracional e solidariedade das conquistas, exigindo que tenhamos na união dos trabalhadores nossa grande força. No Brasil, as conquistas do Sindicato são extensíveis a sócios e não sócios. Daí a nossa singularidade representativa, pois alcançamos de maneira igual e solidária aqueles que não contribuem para manutenção da entidade sindical: essa é a grande especificidade de o Sindicato representar a categoria profissional, visto que as conquistas são pra todos.
Neste sentido, sócios e não sócios imprescindem de um Sindicato forte, atuante, responsável e de conquistas. O compromisso de qualidade e boa representação deste Sindicato é ampla e, por isso, cabe a cada trabalhador compreender seu papel neste processo em que a união é nossa maior força, pois os benefícios serão repartidos em comum.
Numa perspectiva mais vanguardista, há quem defenda que o papel do Sindicato é para além dos membros da categoria, como quando empenha ações contra o desemprego, buscando maior oferta de trabalho no País. No nosso caso, quando lutamos pela realização de concurso público na Alesp, olhamos tanto para dentro – melhoria do serviço prestado; quanto para fora – abertura de novos postos de trabalho e a busca na redução das desigualdades sociais.
Dia após dia buscamos aperfeiçoar nosso modo de fazer o sindicalismo na Alesp, todavia sabemos que nem todos os anseios da categoria encontram oportunidade em uma campanha salarial. Cabe à entidade sindical exercer esse papel estratégico de receber as demandas e transformá-las em propostas viáveis. Não se negocia com um poste. A negociação encontra argumentos resistentes do outro lado e é preciso construir soluções consensuais. Para isso, a estratégia da negociação deve ser pautada em duas frentes: o preparo dos dirigentes diante de todas as questões objeto da negociação e a conjuntura que as condiciona, por outro lado, e a forma de negociação, que deve prestigiar o diálogo, e não a agressão.
Esses dois vetores têm sido objeto de preocupação do Sindalesp e começam a trazer resultados. A última campanha salarial demostra que o diálogo, o convencimento e a paciência constituem armas poderosas que em grande parte das vezes dispensam outras formas de reivindicação de direitos.
Filipe Carriço,
Presidente.